PLATAFORMA TERRITÓRIOS DA CIDADANIA - SISTEMA DE INFORMAÇÕES TERRITORIAIS (SIT)

A Plataforma Territórios da Cidadania constitui um dos instrumentos de implementação do Programa Nacional de Desenvolvimento Territorial Sustentável, instituído em 15 de setembro de 2025 pela Portaria nº 35 do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A adoção do codinome Territórios da Cidadania remete ao Programa Territórios da Cidadania, criado pelo Governo Federal em 2008, cuja principal característica consistiu no fomento de parcerias interministeriais com vistas a ampliar a incidência, o monitoramento e a territorialização das políticas públicas.

A Plataforma Territórios da Cidadania recuperou e atualizou o Sistema de Informações Territoriais (SIT), concebido na fase anterior da política territorial. O SIT tem como objetivo disponibilizar dados sobre os territórios a partir de fontes oficiais, abrangendo diferentes temáticas. O SIT oferece acesso ágil a informações socioeconômicas e ambientais, tais como população, número de estabelecimentos agropecuários e Cadastros da Agricultura Familiar, com destaque para dados relativos ao acesso às políticas públicas na escala territorial. Essas informações subsidiam os processos de tomada de decisão dos Colegiados Territoriais e de organizações que atuam nos territórios.

O SIT também disponibiliza mapas, atos normativos e documentos gerados pelos gestores da política, bem como as principais ações implementadas pelos Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Codeter), também chamados de Colegiados Territoriais. A intenção é que os Colegiados Territoriais possam, também, retroalimentar o Sistema de Informações Territoriais com relatos (redigidos e visuais) de atividades de interesse comum realizadas no território.

POLÍTICA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL

O QUE É?

O atual Programa Nacional de Desenvolvimento Territorial Sustentável foi instituído em 15 de setembro de 2025 pela Portaria nº 35 do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). As Resoluções 16 e 40 do MDA/Condraf, respectivamente, de 10/06/2024 e 19/12/2025, dispõem sobre a homologação de territórios junto à Política Nacional de Desenvolvimento Territorial Sustentável reconduzida a partir de 2024.

PRONAT

O Pronat foi regulamentado em 18/07/2005 pela Portaria no 5 do então Ministério do Desenvolvimento Agrário. Trata-se de um programa que tem por objetivo promover, planejar e implementar a autogestão do desenvolvimento sustentável dos territórios rurais e o fortalecimento e dinamização das suas organizações sociopolíticas, ambientais e atividades econômicas ligadas à agricultura familiar, povos originários e comunidades tradicionais.

Institucionalidades da Política Territorial

TERRITÓRIO RURAL

Território rural é um espaço geograficamente definido que abrange municípios com características ambientais, socioeconômicas, culturais e políticas semelhantes. Entre 2003 e 2016 foram constituídos 243 territórios rurais a partir da articulação sociopolítica de organizações territoriais da sociedade civil e públicas, que representam e apoiam a agricultura familiar, os povos originários e as comunidades tradicionais. Com a retomada em 2024 da política territorial pela Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do atual Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA), até o momento, 113 territórios rurais solicitaram as revalidações das suas homologações, as quais foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

COMO PARTICIPAR DOS COLEGIADOS TERRITORIAIS?

A principal instância dos Territórios da Cidadania é o Colegiado de Desenvolvimento Territorial (Codeter), comumente chamado de Colegiado Territorial. Esse órgão é formado por representantes de organizações da sociedade civil e do poder público que atuam no território. Os Colegiados Territoriais são espaços de participação e de legitimação das políticas públicas, que incidem nos processos de gestão social dos recursos federais destinados ao desenvolvimento territorial sustentável.

Os Colegiados Territoriais podem se estruturar a partir das seguintes instâncias, a maioria adotada entre 2003 e 2016 pela política territorial do MDA: Plenária, Núcleo Diretivo e Comitês Temáticos Permanentes. De forma complementar, é recomendável a constituição de uma Secretaria Executiva, cujas funções principais consistem em organizar as ações e zelar pela documentação e procedimentos burocráticos correlacionados ao funcionamento das atividades dos Colegiados Territoriais.

A plenária do Colegiado Territorial é a instância máxima de decisão. A partir dos encaminhamentos decididos em plenária é que se definem toda as outras formas de apoio à gestão. A responsabilidade sobre as atividades prioritárias fica a cargo desse espaço representativo, com destaque para as tarefas de monitorar e integrar os procedimentos de territorialização de políticas públicas, articular e apoiar a participação de organizações territoriais em editais ou chamadas públicas de projetos e ações de desenvolvimento territorial sustentável e a elaboração ou atualização do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável.

O Núcleo Diretivo do Colegiado Territorial é o órgão que toma as decisões gerenciais dos programas, projetos, planos e ações de representação junto a políticas públicas específicas. Já os Comitês Temáticos Permanentes têm as finalidades de assessorar o Colegiado Territorial e o Núcleo Diretivo sobre temas considerados relevantes para o desenvolvimento territorial sustentável. Essas instâncias também são constituídas por representantes das organizações do poder público e da sociedade civil.

QUE ORGANIZAÇÕES TERRITORIAIS PODEM PARTICIPAR

Organizações públicas e da sociedade civil de representação ou de assessoria sociopolítica, técnica e cultural da agricultura familiar, povos originais e comunidades tradicionais podem integrar a política territorial.

É desejável também a participação de representantes de associações, cooperativas, sindicatos e organizações socioculturais de bairros periféricos, que atuem ou possam contribuir na promoção da alimentação saudável e solidária, soberania alimentar, agricultura urbana, energias renováveis, preservação de recursos naturais e turismo de base comunitária.

Essas organizações podem pleitear a participação nos Colegiados Territoriais, no Núcleo Diretivo e Comitês Temáticos Permanentes. A Resolução 40 do MDA/Condraf, de 19/12/2025, define os critérios para a composição dos Colegiados Territoriais, assegurando igualdade de gênero, participação de jovens, idosos, diversidade de orientações sexuais e de identidade de gênero, representação de Povos Indígenas, Povo Negro, Povos Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais.

O QUE MUDOU DESDE A ÚLTIMA POLÍTICA TERRITORIAL?

A política territorial que vigorou entre 2003 e 2016 contou com aportes financeiros para projetos de infraestrutura e serviços em territórios rurais. A nova política priorizará o monitoramento e a governança das demais políticas públicas de desenvolvimento sustentável por parte de organizações territoriais, em especial, que compõem o Colegiado Territorial. Trata-se de criar procedimentos para a territorialização das políticas do MDA, mas também de outros Ministérios, fortalecendo a participação social.

HISTÓRICO

Com a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), em 1996, foi instituída a modalidade do Pronaf Infraestrutura e Serviços Municipais. Essa modalidade destinava recursos não reembolsáveis a municípios rurais, com o propósito de investir em projetos e ações públicas que beneficiassem coletivos de agricultores familiares. Entre 2003 e 2016, a então Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA coordenou a execução do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (Pronat). Com isso, a modalidade do Pronaf Infraestrutura e Serviços Territoriais deu lugar ao Programa de Apoio a Projetos de Infraestrutura e Serviços em Territórios Rurais (Proinf). A partir de 2008, foi instituído o Programa Territórios da Cidadania (PTC), que priorizou territórios com maiores fragilidades socioeconômicas. Dos 243 Territórios homologados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), 120 integraram o PTC.

O Programa Territórios da Cidadania teve por objetivo promover o desenvolvimento econômico e universalizar programas básicos de cidadania por meio do envolvimento de outros Ministérios e entes federados. Ações relacionadas ao desenvolvimento social, organização sustentável da produção, saúde, saneamento e acesso a água, educação, cultura, infraestrutura e ações fundiárias foram priorizadas nesses Territórios, com foco na participação social e integração entre distintas iniciativas dos Governos Federal, Estaduais e Municipais.

Tanto o Pronat quanto o PTC buscaram valorizar as sinergias entre grupos sociais desfavorecidos e reconhecer as dificuldades particulares do rural brasileiro, em consonância com as políticas de apoio à agricultura familiar, segurança alimentar e reforma agrária. A política territorial do Governo Federal inspirou a territorialização do planejamento e da ação pública por parte de governos estaduais, em especial da Região Nordeste do país. Com o impedimento da Presidente Dilma Roussef em 2016, o Pronat e o PTC foram desativados pelos dois governos subsequentes.

A partir de 2023, diversas ações foram coordenadas pela Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA) com o propósito de retomar a política territorial:

1) A partir de 2023, diversas ações foram coordenadas pela Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA) com o propósito de retomar a política territorial:

2) A partir de 2023, diversas ações foram coordenadas pela Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA) com o propósito de retomar a política territorial:

3) acompanhamento das atividades do Grupo de Trabalho coordenado pela Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria Geral da Presidência da República (SNPS/SGPR) sobre o tema da participação social e educação popular nos territórios;

4) organização em Brasília do Seminário Nacional de Desenvolvimento Territorial, entre 24 e 26/04/2024;

5) criação do Comitê Permanente de Desenvolvimento Territorial do Condraf e de um conjunto de normativos da política;

6) coparticipação no Acordo de Cooperação Técnica com o Consórcio Nordeste, tendo por objetivo a realização de ações conjuntas, no âmbito do Programa de Alimentos Saudáveis do Nordeste (PAS Nordeste);

7) construção de parcerias com outros Ministérios que, também, adotam enfoque territorial do desenvolvimento sustentável;

8) ações de territorialização do monitoramento e execução das políticas públicas do Ministério, disponibilizando informações acerca dessas políticas aos atores territoriais;

9) construção da Plataforma Territórios da Cidadania com a recuperação e atualização do Sistema de Informações Territoriais (SIT), concebido no período anterior e desativado em 2016. O SIT ganhou nova arquitetura e atenção especial foi dispensada para informações de acesso às políticas na escala territorial;

10) distintas ações de captação de recursos financeiros e da sua descentralização para os territórios, seja via orçamento do Ministério, emendas parlamentares, editais, termo de execução descentralizada, dentre outros instrumentos.

A constituição do Comitê Permanente de Desenvolvimento Territorial do Condraf e a aprovação da Resolução no16 do MDA/Condraf deu início ao processo de validação das homologações de territórios junto à política nacional de desenvolvimento territorial sustentável. A primeira reunião do Condraf, que tratou dos pedidos encaminhados pelos Colegiados Territoriais aprovou 113 Territórios. Na sequência teve-se um aumento progressivo do número de territórios integrados à nova política territorial, respeitando as distintas realidades sociopolíticas de cada estado e, em especial, de cada território.

ESTRUTURA GOVERNAMENTAL

  • Presidente da República

    Luiz Inácio Lula da Silva

  • Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

    Luiz Paulo Teixeira

  • Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário

    Fernanda Machiaveli Morão de Oliveira

  • Secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental

    Moisés Savian

  • Secretário Nacional de Agricultura Familiar e Agroecologia

    Vanderley Zíger

  • Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar

    Ana Terra Reis

  • Secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais

    Edmilton Cerqueira

  • Subsecretaria de Mulheres Rurais

    Viviana Bezerra de Mesquita

  • Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração

    Diego Donizetti Gonçalves Machado

  • Presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

    César Fernando Schiavon Aldrighi

  • Companhia Nacional de Abastecimento

    João Edegar Pretto

  • Secretário Executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável

    Samuel de Albuquerque Carvalho

Sistema de Informação Territorial (SIT) da Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental (SFDT)

  • Diretora do Departamento de Desenvolvimento Territorial e Socioambiental

    Ana Elsa Munarini

  • Coordenador Geral de Desenvolvimento Territorial, Educação no Campo e Ação Cultural

    Estela Guilherme Zeferino

  • Coordenadora de Integração de Políticas Públicas

    Adalgisa Maria Chaib Ferreira

  • Coordenadora de Educação no Campo e Ação Cultural

    Estela Guilherme Zeferino

  • Coordenador técnico da atividade de recuperação e atualização do SIT

    Ademir Antonio Cazella (SFDT/MDA)

  • Consultor Técnico da atividade de recuperação e atualização do SIT

    Kayton Fernandes de Ávila

  • Projeto gráfico, diagramação e Edição de imagens

    Francisco Wanderson Sousa da Silva

Apoio técnico da Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação do MDA

  • Coordenadora-Geral de Tecnologia da Informação

    Samantha Almeida Gomes

  • Chefe de Divisão de Desenvolvimento de TI

    Pamela Hilário

  • Frederico Del'Isola Diniz

    Coordenador de Desenvolvimento de TI

Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental (SFDT)

SBN Q.1, Bl B, Ed. Palácio do Desenvolvimento, 10º andar

CEP 70057-900 - Brasília - DF

Telefones: 61 3276-4483

e-mail sfdt@mda.gov.br

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